sábado, 18 de abril de 2009

Capitulo 4 - Uma mensagem incompleta - Parte 2

11h37 do dia seguinte, ao acordar, senti-me como se alguem tivesse metido peso dentro da minha cabeça, não necessariamente algo, apenas peso. Doía-me a cabeça e sentia um grande peso.
Depois dos segundos iniciais a perceber quem era e a situar-me no tempo e espaço, para não variar, percebi que era terça-feira e que tinha de ir até ao jornal organizar as fotos para a entrevista especial da semana(sobre os melhoramentos do concelho desde que a nova presidente da câmara municipal tinha tomado posse) com um colega, o Fred, que entrevistou a nova presidente.

Depois de lavado e vestido, como mandam as regras da higiene pessoal, aproximei-me da janela da sala para ver como estava o clima lá fora. Só para não ter de passar frio novamente, armado em valente, de t-shirt vestida. Estava sol mas de qualquer maneira decidi levar um casaco comigo, não fossem os chefes lá de cima mudarem de opinião e mandar uns ventos frescos para o povo cá de baixo.

A caminho da redacção passei pelo quiosque do costume com a banca dos jornais diários, os quais me deixaram extremamente intrigado. Todos mostravam uma fotografia de um assalto a uma casa, onde houve também um tiroteio e um taxista tinha sido morto. O que me chamou mais a atenção é que se tinha passado no inicio da tarde anterior, na rua Dr. Jahsint Phonsiek. Esta foi a parte em que o meu cerebro quase fez tilt pois as duvidas surgiram novamente aos milhares. Lembrava-me bem que a rua Dr. Jahsint Phonsiek era aquela pela qual eu não tinha ido na noite passada.
Decidi comprar um jornal, mesmo sabendo que provavelmente 50% das informações sobre o assanto e tiroteio teriam sido ligeiramente alteradas pois existem sempre varias versões de todas as historias, dependendo do numero de pessoas que a presenciaram. Folheando o jornal, cheguei ás páginas que relatavam o evento detalhadamente, as quais continham tambem algumas fotos. Uma delas da rua e uma outra foto do taxista que morreu. Não podia acreditar no que estava a ver, era o taxista que me tinha levado a casa, lembrava-me perfeitamente. De repente, fez-se novamente luz na minha cabeça quando identifiquei que a cara do taxista era a mesma do homem que me tinha servido ao bebida no café onde o pessoal da universidade tinha passado a tarde da véspera. Na noite anterior não associei a cara do taxista à cara do homem do café pois eu estava cansado mas agora tudo era claro, era ele. O que mais me incomodava era o facto de eu ter sido levado a casa pelo taxista e no jornal estar escrito que o tiroteio foi ao inicio da tarde. Bem, no entanto eu também tinha certeza que o homem do café me tinha servido uma garrafa de água e tinha desaparecido dentro do que depois me foi mostrado como sendo uma despensa, sem saida. Que situação tão estranha, como era possivel? Será que era de mim? Andaria a ter alucinações?

Voltei cuidadosamente a olhar para a foto da capa onde estava também um taxi e alguns carros da policia. Foi então que reparei em algo estranho. A porta! A porta do lado direito do carro tinha 2 buracos do tamanho de 2 balas. Fazia sentido haver buracos de balas, o que não fazia sentido era o taxista que teria supostamente morrido ao inicio da tarde, levar-me a casa à noite. Será que estava apenas perante um taxista brigão, armado em mau, que gostava de brincar aos tiroteios e aquelas marcas já vinham de outros incidentes do passado? Sinceramente não me parece. Acho que nenhum taxista deixaria rasto de um tirotei no seu carro por muito tempo, não é algo que atraia clientes!

Segui caminho sempre a pensar que estava tudo muito estranho. A minha mente era uma duvida só, estava muito confuso sobre tudo. A Vanessa e o seus desaparecimentos misteriosos, o empregado do café ou taxista que teria morrido antes de fazer o seu ultimo serviço.
Confuso, era pouco para descrever o meu estado actual.

1 comentário:

Pochinha disse...

Está tão giro! Escreve o resto... por favoooor... >.<